Racismo no Futebol
Autores: João Paulo Siqueira , Bruno Andrade e Vinicius Gon.
-Como acontece o preconceito no esporte?
Os atos vão desde ofensas verbais
como chamar o outro de macaco, atitudes depreciativas como atirar bananas para
dentro do campo na direção de jogadores da raça negra e até atos mais graves
como a depredação de bens pessoais em razão da cor da pele.
-Por que acontece o racismo no futebol?
A partir da análise e interpretação de 20 entrevistas, realizadas com ex-jogadores, árbitros e outras pessoas do cotidiano do futebol, conclui que existe uma herança do ideário escravocrata, cuja ideia é a de que o negro não serve para pensar e, por esta razão, seria incapaz de comandar.
-Quando começou o racismo no futebol brasileiro?
Nos anos 20, o futebol era
considerado um esporte das elites. Esta representação era na verdade a
representação das classes dominantes. Tanto que os grandes clubes não admitiam
jogadores negros e mestiços em seus quadros. Esses jogadores só participavam em
alguns clubes do subúrbio carioca, entre eles o Vasco.
-O que a sociedade acha sobre racismo no esporte?
Até mesmo o esporte,
que é constantemente palco de manifestações de combate ao preconceito racial e fábrica de
ídolos de pele negra, tem visto um crescimento alarmante de casos de racismo. Somente em 2019, os casos de
injúria racial no esporte brasileiro
cresceram a ponto de atingir o maior índice em cinco anos.
-O que diz a lei sobre o racismo?
A Lei 7.716/89,
conhecida com Lei do Racismo, pune todo tipo de
discriminação ou preconceito, seja de origem, raça, sexo, cor, idade
.
-Qual fato histórico marcou o racismo no futebol
brasileiro?
Pelo fim da impunidade. Em jogo do Santos contra o Mogi Morim pelo
Campeonato Paulista, o volante santista marcou um golaço na vitória por 5 a 2. Mas a alegria foi
substituída pela indignação. Torcedores do time rival o chamaram de macaco e um
outro lhe disse que deveria procurar uma seleção africana para jogar.
Como o esporte pode contribuir para a superação do
racismo?
Por meio do esporte podem-se
realizar competições onde se trabalham metodologias abordando características
cooperativas e conceitos de respeito mútuo, priorizando sempre uma postura de
combate ao preconceito e à discriminação.
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