segunda-feira, 13 de junho de 2022

LGBTQI+ no futebol

 LGBTQI+ no futebol

Autores: Marcos Alexandre, Eduardo Lemos, Thaloani Teixeira, David Lettane, Alex Sandro, Larissa Gandolfo e Gustavo Manoel.

Como parte importante da cultura brasileira mundial, o futebol não está isento dos preconceitos da sociedade. As demonstrações envolvem jogadores profissionais e amadores. Neste contexto, a LGBTfobia está presente nas torcidas, mas tem encontrado resistência.
O torcedor corintiano Railson Oliveira fundou o coletivo Fiel LGBT em 2019 com o objetivo de mostrar ao clube que também tem o direito de frequentar a Arena Neo Química para acompanhar de perto as partidas de seu time.
“Desde que criei o coletivo as reações negativas recaíram sobre mim no começo. Sofri muitas ameaças e disseram que se eu continuasse, me tornaria um cadáver”, relembra Oliveira.
Apesar de frequentar a Arena, a organizada nunca usou identificação com medo de sofrer represálias.
“Na última vez que fui assistir a um jogo, estava acompanhado de um namorado, mas tivemos que ficar como se fossemos dois amigos. A gente não pode se abraçar, se tocar, nem nada do tipo. Nossa luta é para que um dia possamos frequentar o estádio do jeito que somos”, conclui Railson.
Recentemente, o Corinthians protagonizou um episódio de homofobia. Em sua conta em uma rede social, foi usada a foto de um panetone com recheio de frutas para se referir ao São Paulo. O post foi apagado pouco tempo depois da publicação e o clube divulgou um pedido de desculpas pelo ocorrido.
"Depois que aconteceu esse episódio homofóbico, fizemos uma carta aberta de repúdio e mandei um e-mail para a diretoria do clube pedindo para que a gente possa colocar a bandeira do coletivo no estádio, mas não tive resposta”, relata Railson.

Chegou a hora de falar de homofobia no futebol


Você sabe o que é homofobia? A definição da palavra deriva de medo patológico em relação à homossexualidade e aos homossexuais, e define o ódio aos homossexuais e o preconceito contra os indivíduos que não se enxergam como heterossexuais.

 Não se trata aqui de defender uma mudança de essência no esporte mais adorado do mundo, nem tão pouco o transformar em palco para militância LGBT, mas simplesmente que ele pulse com a realidade do mundo, visto que pulsar… sentir sempre foi o diferencial do futebol, para bem e para mal.

O futebol é um palco de emoções dos mais importantes, por isso já passou da hora de ser espaço para discussões importantes e urgentes, tal como homofobia, machismo, violência, desigualdade social e diversas outras.

O capitão da seleção nacional de rúgbi da Austrália, David Pockook famoso por militar em diversas áreas como a ambientalista e LGBT ao ser indagado sobre suas lutas disse certa vez “nós queremos tornar o rúgbi inclusivo para aqueles que jogam e aqueles que assistem”, da mesma forma digo: não queremos mudar o futebol, queremos apenas atentar para a necessidade de o tornar algo mais inclusivo para aqueles que jogam e aqueles que o amam, para o futebol ser ainda maior.

Esperamos sim que um dia “bicha” não seja um xingamento no futebol, mas não apenas no futebol.


Em junho deste ano, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu equiparar em termos de legislação penal a homofobia e transfobia ao racismo, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) também passou a endurecer o combate às práticas homofóbicas, recomendando que árbitros relatem as ocorrências nas súmulas das partidas e parem os jogos quando isso ocorrer.

Outro episódio homofóbico aconteceu no jogo entre Cruzeiro e Vasco, no Mineirão, em Belo Horizonte, em 1º de setembro. Um casal de torcedores cruzeirenses foi ameaçado por estarem abraçados e se beijando no estádio. Ambos foram gravados e o vídeo foi divulgado em redes sociais como uma forma de intimidação. À época, eles registraram um boletim de ocorrência para tentar identificar os agressores na internet.

Não é só no Brasil que a homofobia preocupa. Na Inglaterra, os dirigentes da Premier League, a primeira divisão do futebol local, divulgou na véspera do Natal (24) novo protocolo a ser seguido em caso de identificação de práticas homofóbicas e racistas.

A partir de agora, o chefe de segurança do clube e a polícia ficam responsáveis por monitorar, reportar e atuar caso identifiquem manifestações de preconceito envolvendo espectadores. O árbitro pode decidir até mesmo pela suspensão da partida de acordo com o caso.

Transfobia

Transfobia é uma forma de preconceito contra pessoas transexuais que pode se traduzir em atos de violência física, moral ou psicológica. A transfobia é uma forma de aversão às pessoas trans e se manifesta em diferentes ações de preconceitos, sejam explícitos ou velados.

A homofobia e a transfobia são alguns dos mais graves problemas do nosso tempo e o esporte ainda é, infelizmente, um de seus espaços de mais forte reprodução. O Vasco da Gama assume para si a responsabilidade de se posicionar diante do tema, sem defender aquilo que é cômodo, mas sim aquilo que é correto. O clube será um parceiro daqueles que lutam contra o preconceito relacionado à orientação sexual ou à identidade de gênero de quem quer que seja.

Estamos conscientes de que uma parte das mudanças acontece dentro de nossos próprios muros. Mas estamos dispostos a nos engajar na construção de um Vasco melhor, que reflita o mundo que queremos ver para o futuro próximo: com respeito e dignidade, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero.

 







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