LGBTQI+ no futebol
Autores: Marcos Alexandre, Eduardo Lemos, Thaloani Teixeira, David Lettane, Alex Sandro, Larissa Gandolfo e Gustavo Manoel.
Como parte importante da cultura brasileira e mundial, o futebol não está isento
dos preconceitos da
sociedade. As demonstrações envolvem jogadores profissionais e amadores. Neste
contexto, a LGBTfobia está
presente nas torcidas, mas tem encontrado resistência.
O torcedor corintiano Railson
Oliveira fundou o coletivo Fiel LGBT em 2019 com o objetivo de mostrar
ao clube que também tem o direito de frequentar a Arena Neo Química para
acompanhar de perto as partidas de seu time.
“Desde que criei o coletivo as reações negativas recaíram sobre mim no começo.
Sofri muitas ameaças e disseram que se eu continuasse, me tornaria um cadáver”,
relembra Oliveira.
Apesar de frequentar a Arena, a organizada nunca usou identificação com medo de
sofrer represálias.
“Na última vez que fui assistir a um jogo, estava acompanhado de um namorado,
mas tivemos que ficar como se fossemos dois amigos. A gente não pode se
abraçar, se tocar, nem nada do tipo. Nossa luta é para que um dia possamos
frequentar o estádio do jeito que somos”, conclui Railson.
Recentemente, o Corinthians protagonizou
um episódio de homofobia.
Em sua conta em uma rede social, foi usada a foto de um panetone com recheio de
frutas para se referir ao São
Paulo. O post foi apagado pouco tempo depois da publicação e o
clube divulgou um pedido de desculpas pelo ocorrido.
"Depois que aconteceu esse episódio homofóbico, fizemos uma carta aberta
de repúdio e mandei um e-mail para a diretoria do clube pedindo para que a
gente possa colocar a bandeira do coletivo no estádio, mas não tive resposta”,
relata Railson.
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Você sabe o que
é homofobia? A definição da palavra deriva de medo patológico em
relação à homossexualidade e aos homossexuais, e define o ódio aos homossexuais
e o preconceito contra os indivíduos que não se enxergam como heterossexuais.
Não se trata aqui de defender
uma mudança de essência no esporte mais adorado do mundo, nem tão pouco o
transformar em palco para militância LGBT,
mas simplesmente que ele pulse com a realidade do mundo, visto que pulsar…
sentir sempre foi o diferencial do futebol, para bem e para mal.
O futebol é um palco de emoções dos mais importantes, por
isso já passou da hora de ser espaço para discussões importantes e urgentes,
tal como homofobia, machismo, violência, desigualdade social e diversas outras.
O
capitão da seleção nacional de rúgbi da Austrália, David Pockook famoso por
militar em diversas áreas como a ambientalista e LGBT ao ser indagado sobre
suas lutas disse certa vez “nós queremos tornar o rúgbi inclusivo para
aqueles que jogam e aqueles que assistem”, da mesma forma digo: não
queremos mudar o futebol, queremos apenas atentar para a necessidade de o
tornar algo mais inclusivo para aqueles que jogam e aqueles que o amam, para o
futebol ser ainda maior.
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Outro episódio homofóbico aconteceu no jogo entre Cruzeiro e
Vasco, no Mineirão, em Belo Horizonte, em 1º de setembro. Um casal de
torcedores cruzeirenses foi ameaçado por estarem abraçados e se beijando no
estádio. Ambos foram gravados e o vídeo foi divulgado em redes sociais como uma
forma de intimidação. À época, eles registraram um boletim de ocorrência para
tentar identificar os agressores na internet.
Não é só no Brasil que a homofobia preocupa. Na Inglaterra,
os dirigentes da Premier League, a primeira divisão do futebol local, divulgou
na véspera do Natal (24) novo protocolo a ser seguido em caso de identificação
de práticas homofóbicas e racistas.
A partir de agora, o chefe de segurança do clube e a polícia
ficam responsáveis por monitorar, reportar e atuar caso identifiquem manifestações
de preconceito envolvendo espectadores. O árbitro pode decidir até mesmo pela
suspensão da partida de acordo com o caso.
Transfobia
Transfobia é
uma forma de preconceito contra pessoas transexuais que pode se traduzir em
atos de violência física, moral ou psicológica. A transfobia é
uma forma de aversão às pessoas trans e se manifesta em diferentes ações de
preconceitos, sejam explícitos ou velados.
A homofobia
e a transfobia são alguns dos mais graves problemas do nosso tempo e o esporte
ainda é, infelizmente, um de seus espaços de mais forte reprodução. O Vasco da
Gama assume para si a responsabilidade de se posicionar diante do tema, sem
defender aquilo que é cômodo, mas sim aquilo que é correto. O clube será um
parceiro daqueles que lutam contra o preconceito relacionado à orientação
sexual ou à identidade de gênero de quem quer que seja.
Estamos conscientes de que uma parte das mudanças
acontece dentro de nossos próprios muros. Mas estamos dispostos a nos engajar
na construção de um Vasco melhor, que reflita o mundo que queremos ver para o
futuro próximo: com respeito e dignidade, independentemente de orientação
sexual ou identidade de gênero.



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