segunda-feira, 13 de junho de 2022

Racismo e Xenofobia no Futebol
Autores : Rebeca Vitória Borges, Ana Laura Monzani Bento e Emily Lopes.

O racismo começou no início dos anos 1900, onde a grande maioria dos atletas negros foi excluída da participação em esportes organizados internacionalmente e em competições profissionais como as Olimpíadas

A sociedade forçou os afro-americanos a estabelecer suas equipes e ligas independentes e segredadas no futebol.

Essas organizações separadas deram grande orgulho às comunidades negras e serviram como exemplos visíveis de habilidades organizacionais e empresariais negras durante o início do século XX.

O racismo foi generalizado nos EUA e ficou mais violento quando os linchamentos (bater, usar a violência) eram comuns, e o Ku Klux Klan incitou ( instigar pessoa ou animal a realizar algo) nesse caso de forma negativa, o ódio racial .

O marfinense (nascido na Costa do Marfim) Yaya Touré teve que enfrentar, em 2013, diversos episódios de racismo quando jogava pelo Chelsea na Liga dos Campeões. Em uma partida contra o CSKA Moscou ele ouviu sons de MACACO vindos da torcida.  Desde então, ele luta para que a Uefa seja mais rígida nas punições de racismo durante o campeonato

Em 2013, o alemão Kevin Prince-Boateng respondeu com raiva as provocações racistas que vinha da torcida. Ele, jogador do Milan, chutou a bola em direção à arquibancada, tirou a camisa e saiu de campo, se recusando a continuar na partida. Alguns meses depois, seis torcedores responsáveis pela agressão foram condenados a 40 dias a dois anos de prisão, além de terem que pagar uma multa de 10 mil reais

Um dos casos recentes, o jogador Marinho depois de ser expulso na derrota do Santos contra Ponte Preta pelas quartas de final Paulista, o atacante Marinho acabou se tornando vítima de racismo no futebol. Ao falar sobre a expulsão do jogador na rádio Energia 97, o comentarista Fábio Benedetti foi questionado sobre o que diria ao jogador no grupo do Whatsapp do qual os dois fazem parte " Eu vou fala assim : você é burro,você está na senzala ( escravo) , você vai sair do grupo uma semana para pensar sobre o que você fez " disse o radialista. A declaração ganhou repercussão imediata e o próprio Marinho se manifestou contra o racismo no futebol: " Tenho orgulho da minha cor, orgulho da onde eu vim, você é pai e ensine seus filhos a ser diferente de você em pensamento " escreveu no Instagram. O comentarista se retratou e pediu desculpas, que foram aceitas pelo jogador. "Cometi um ato falho, que não representa meus valores , me penitencio por isso e estou aprendendo com isso" , declarou Fábio Benedetti em nota à imprensa. Ainda assim, ele acabou sendo demitido da rádio Energia 97.

O goleiro protagonizou um dos casos de racismo no futebol mais repercutindo no Brasil. Foi em 2014 , quando ele jogava no Santos e disputava um jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil, em Porto Alegre. Um dos melhores em campo na vitória do seu time, o goleiro saiu de campo sob xingamentos racistas da torcida. Uma torcedora foi flagrada pelas câmeras de TV chamando Aranha de "macaco" , enquanto outros imitavam sons do animal

O lateral brasileiro reagiu com mais leveza ao ver uma banana sendo jogada contra ele durante um jogo do Barcelona contra o Villarreal, em 2014 . Daniel Alves pegou a fruta , descascou e comeu logo antes de bater escanteio e dar sequência ao jogo "Estou na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira. Temos série dessa gente atrasada" , comentou na época



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